Solidariedade e inovação: empresa imprime máscaras de proteção para doar a profissionais de saúde

Financiada por doações, startup produz máscaras de proteção contra o Covid-19 para doar a instituições e profissionais de saúde do RN

Em tempos de pandemia de Covid-19, doença causada por um tipo de coronavírus, os profissionais da saúde vêm atuando na linha de frente na contenção e tratamento da população. Por isso, ações e gestos de solidariedade com esses profissionais são mais do que necessários e valorizados. O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 9, proposto pela Organização das Nações Unidas (ONU), visa “construir infraestruturas resilientes, promover a industrialização inclusiva e sustentável e fomentar a inovação”. É através dessa inovação tecnológica que empresários da VOID3D, startup potiguar especializada na confecção de produtos por impressão 3D, estão produzindo e doando máscaras de proteção individual para profissionais de saúde, contra a propagação do coronavírus.

 As máscaras são feitas para serem usadas em conjunto com a versão de tecido, de modo a evitar que gotículas de saliva cheguem ao rosto de quem a usa. Elas vem sendo confeccionadas com o apoio de profissionais de saúde especializados, de maneira a aumentar sua eficiência na proteção do usuário. A impressão das máscaras também conta com o apoio de outras instituições, como a BlinDog – startup da Inova Metrópole especializada na criação de produtos para cachorros cegos –, laboratórios da UFRN e demais pessoas que utilizam essa tecnologia em casa.

De acordo com Arthur Andrade Bezerra, 25 anos, engenheiro de telecomunicações, empresário e Diretor da VOID3D, a empresa começou como venda de impressoras 3D. “Porém, com o tempo, nós evoluímos e começamos a disponibilizar alguns serviços como a materialização de ideias, onde qualquer pessoa que queira transformar uma ideia em produto nos procura e nós fazemos desde o desenvolvimento e a prototipagem até a produção para venda, que foi justamente o que aconteceu com esse protetor facial. Porém ao invés da venda, estamos disponibilizando de forma gratuita”.

A empresa, vinculada à Inova Metrópole, incubadora sediada no Instituto Metrópole Digital (IMD/UFRN), reservou suas 10 impressoras para a confecção das máscaras. De acordo com os empresários, o protetor facial não está a venda, mas está sendo distribuído de forma gratuita para unidades de saúde do RN, como os hospitais Giselda Trigueiro e Walfredo Gurgel, além de maternidades e profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), pelo nível de prioridade.

Como a distribuição é gratuita, a empresa criou uma campanha para que toda a população ajude por meio de doações e está levantando fundos para custeio da fabricação pelo link: vaka.me/951626. Unidades de saúde (públicas ou privadas) podem se cadastrar na empresa para receber o material, e se outras pessoas ou empresas tiverem interesse em produzir as máscaras, podem solicitar os arquivos de impressão.

Segundo Arthur Andrade, a ideia de produzir as máscaras veio de fóruns internacionais. “Nós acessamos alguns fóruns a nível mundial, onde o pessoal estava focado em desenvolver tecnologias que ajudassem na contenção/combate ao coronavírus, e uma dessas tecnologias foi justamente essa máscara idealizada por Prusa (ele foi um dos primeiros a disponibilizar projeto de impressora 3D aberta). A semana passada estávamos discutindo se iriamos fazer algo e, no fim de semana, chegamos a um consenso de fazer a ‘vakinha’. Caso ajudassem, iriamos até onde contribuíssem. Como o pessoal abraçou a causa, nós também abraçamos”.

Na vaquinha virtual foram arrecadados até o momento cerca de 21 mil reais, através de 232 apoiadores, mas a meta é chegar a 50 mil. De acordo com Arthur Andrade, já foram produzidas cerca de 600 máscaras e cerca de 200 já foram distribuídas. “Não colocamos quantidade (quanto mais melhor), ficamos dependendo das contribuições para compra de material”, afirmou o empresário sobre a quantidade de máscaras a serem produzidas. “Necessitamos principalmente do financiamento, e amigos e clientes também disponibilizaram suas impressoras 3D para aumentarmos o volume”.

O empresário afirma ainda que, em paralelo à confecção das máscaras, a empresa está em grupos de pesquisa e desenvolvimento para outras soluções, como a impressão de respiradores. “Como essa parte da iniciativa ainda está em fase de pesquisa, decidimos circular somente as máscaras, até o momento. Mas acreditamos que é somente uma questão de tempo para que esses respiradores estejam prontos e circulando”, explica Arthur Andrade.

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